Surge nos EUA consórcio para medição de audiência

Possível rival da Nielsen, o CMMI é composto por 14 companhias, entre anunciantes como Procter&Gamble, e empresas da mídia como Time Warner; ideia é financiar pesquisas sobre melhores métricas em um mundo “multi-telas” 

Foi lançada nesta quinta-feira, 10, nos Estados Unidos a Coalizão para Medição Inovadora de Mídia, a CMMI, um consórcio de 14 empresas de mídia, bureaus de mídia e anunciantes que busca desenvolver melhores métricas para audiência em um mundo no qual ela não está mais só em frente à TV, mas também no celular e na internet.

As empresas que suportam o CMMI são Time Warner, ESPN, Disney Media Networks, News Corp, Mediabrands, Viacom, Starcom MediaVest, Procter & Gamble, Unilever, AT&T, Group M, CBS Corp., Omnicom Media Group, Discovery Communications e NBC Universal. Elas estão insatisfeitas com a maneira como a audiência é medida em uma Era já “multi-telas”.

Os membros têm um compromisso de vários anos ao novo consórcio, visando iniciar e desenvolver diversos estudos focados em medição via caixa set top (conversor digital) e medição em televisão mutiplataformas. Para fornecer o serviço, há duas requisições de propostas abertas a todas as empresas de pesquisa (não só a Nielsen).

Embora Alan Wurtzel, presidente de pesquisa da NBC Universal, diga que a coalizão não é uma concorrente da Nielsen, que é praticamente monopolista na medição de audiência na TV norte-americana, ela acaba colocando a empresa contra suas rivais, por causa do processo de requisição que pode abrir espaço para atuação de outras companhias no mercado.

Os membros do CIMM foram diplomáticos quando perguntados sobre o que o esforço significa para a Nielsen, afirmando que há oportunidades para todos e possibilidades de parcerias. A Nielsen disse que participará do processo e não concorda com a noção de que a CIMM seria uma alternativa a seus serviços.

Do Advertising Age.

Globo fecha primeiro negócio com 3D

Empresa americana de licenciamentos DDD adquire direitos de explorar conteúdo 3D da emissora brasileira no exterior 

A Globo já começa a lucrar com suas produções em 3D, embora as filmagens ainda estejam em fase de testes e não sejam unanimidade entre os diretores da empresa (leia mais sobre isso aqui). O diretor de pesquisa e desenvolvimento da emissora, José Dias, fechou nesta semana, com a Dynamic Digital Depth (DDD) - empresa americana líder em licenciamentos de conteúdos em 3D - o primeiro negócio relacionado à nova tecnologia.

Com o acordo, a DDD passa a ter os direitos de sublicenciar internacionalmente as produções da Globo em 3D.  ”Existe uma procura enorme por conteúdos em 3D hoje em dia. Temos 50 minutos do Carnaval 2009 que filmei em 3D. E já estamos tendo lucros, só para se ter uma ideia do potencial dessa tecnologia”, afirma Dias.

O diretor ressalta que a emissora não está investindo dinheiro no negócio com a DDD, que disponibilizará o conteúdo da Globo em blue-ray e para download. A empresa americana é parceira da Ace 3D, fabricante de computadores que colocará no mercado, até outubro, 700 mil computadores aptos a explorar com excelência a tecnologia. Todas essas máquinas chegarão aos consumidores com um minuto e meio de degustação do Carnaval em 3D. Quem quiser assistir ao restante, pagará U$ 15. Os lucros serão divididos entre a Globo e a DDD.  ”Se cada pessoa que comprar o computador fizer o download do nosso conteúdo, imagina!”, vislumbra Dias.

Novo CPP Rede Globo

A Globo lançou nessa última semana seu novo centro de pós-produção no Projac. O novo prédio é uma expansão do antigo CPP, e conta com a mais alta tecnologia em edição, finalização, sonorização e efeitos visuais.

novocpp Nova ilha de edição do CPP 

Na última quinta-feira a inauguração do prédio foi feita pela família Marinho, além de diretores executivos, sócios e investidores. Na sexta o espaço foi aberto para uma coletiva de imprensa, com a finalidade de mostrar os novos projetos da casa, destacando-se o estudo de transmissão em 3D, e a Globo conta com equipamentos onde é possível produzir e transmitir imagens tridimensionais. Após o lançamento da transmissão em HD, a emissora aposta nessa nova tecnologia que ainda não tem data para a chegada aos telespectadores.

“Estamos avaliando essa nova forma de transmissão, e por enquanto o único jeito de exibirmos esse tipo de conteúdo é nas salas de cinema 3D. Nossa estratégia é ter sempre conteúdo com o máximo de qualidade, e aí se encaixa essa nova tecnologia”
Fernando Bittencourt, diretor da Central Globo de Engenharia.

efeitos4 Equipe de efeitos trabalhando no projeto 3D para a nova novela das 8 “Viver a Vida” 

Outro projeto importante é o lançamento da TV interativa, onde o telespectador terá mais autonomia diante da televisão. Segundo Bittencourt, a partir do início do ano que vem as indústrias de televisores já estarão instalando o conversor digital na fábrica.

E expansão do CPP conta com novas salas com equipamentos de última geração, além de uma sala de cinema onde serão apresentados os filmes produzidos pela emissora, além de séries, novelas e projetos de desenvolvimento.

 

Efeitos Visuais

Entrada na sala de Efeitos Entrada na sala de Efeitos 

A Globo investe cada vez mais na tecnologia para Efeitos Visuais. Atualmente a emissora conta com 12 ilhas de edição em Autodesk Flame, além de diversas estações de trabalho para 3D, 2D e ilustração. A nova sala dos Efeitos juntou em um mesmo espaço toda a equipe que conta com aproximadamente 80 profissionais de áreas distintas como pesquisa e desenvolvimento, produção de efeitos, edição de videografismo, motion design, modelagem e animação 3D, entre outras. A sala foi desenvolvida para que a equipe tenha um espaço único, aumentado o network entre os profissionais e um ambiente adequado ao trabalho desenvolvido.

efeitos2 Ilha de composição Autodesk Flame 

Tive a oportunidade de fazer parte da equipe que desenvolveu o projeto, elaboramos a identidade visual, ambientação e sinalização das salas. A principal meta foi fazer um espaço agradável para o trabalho de efeitos especiais, portando a escolha de cores pouco contrastadas e iluminação rebaixada foi ideal para o ambiente.

efeitos6 Animação 2D e 3D 
efeitos5 Visão geral da sala 
efeitos7 Visão geral da sala 

SBT estreia vinhetas inspiradas em cartões de Natal

O estúdio responsável pelos grafismos é um pequeno burô de Los Angeles 

A inspiração para as novas vinhetas do SBT, que comemoram os 28 anos da emissora com animações com os rostos de seu elenco de artistas, veio de cartões de Natal. Silvio Santos, que também aparece nas vinhetas, adorou os personagens que estampavam um cartão recebido de um dos seus genros. O estúdio responsável pelos grafismos, um pequeno burô de Los Angeles, foi imediatamente contatado e seus donos mal acreditaram quando firmaram um contrato internacional. A história toda foi narrada por Daniela Beyruti, filha do empresário e diretora geral do SBT.

Veja uma das vinhetas aqui.

TV Cultura relança canais em multiprogramação

Depois de uma interrupção de mais de cinco meses, emissora volta a colocar a Univesp TV e o Multicultura no ar 

Depois de ter conseguido, no último mês de maio, uma autorização do Ministério das Comunicações para utilizar a multiprogramação e transmitir mais de um canal pelo sistema de TV Digital, a TV Cultura finalmente recolocará no ar os canais Univesp TV e Multicultura a partir desta quinta-feira, 27.

Os dois canais passarão a ocupar as freqüências do sinal digital da emissora e contarão com uma programação diária exibida entre 8h e 23h. O Univesp TV contará com uma grade educacional, voltada ao programa Universidade Virtual do Estado de São Paulo. O canal é fruto de uma parceria entre a Fundação Padre Anchieta e a Secretaria de Ensino Superior do Estado. Já o Multicultura dedicará seu espaço a exibir programas e atrações que marcaram a história e a grade dos 40 anos da TV Cultura, com a utilização de todo o acervo disponível na emissora.

Quando tentou lançar os canais pela primeira vez, no início do mês de março, a TV Cultura esbarrou em problemas e restrições do Ministério das Comunicações que logo obrigou a emissora a retirá-los do ar. Depois de uma longa negociação e de uma tentativa de acordo, o órgão decidiu liberar a veiculação dos canais pelo sistema digital considerando que o conteúdo deles possui utilidade pública e com a condição de que a emissora veiculasse as programações em caráter experimental.

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